Quando decidi entrar no ginásio, claro que tinha todas as dúvidas que possam existir.
Vou conseguir? Será que o meu corpo aguenta?
Nunca fiz exercício regularmente. Não tenho resistência. Todas as pessoas vão achar que sou uma naba que nem consigo correr 1 min.
Decidi então que ia começar por uma ginásio pequeno daqueles só para mulheres, com poucas sócias.
Inscrevi-me no WomanFit da Artilharia Um. Tinha uma grande vantagem, era ao lado (literalmente 2 portas ao lado) do meu escritório, portanto não tinha como escapar nem podia arranjar desculpas de: "está muito transito" "já vou chegar atrasada de qualquer maneira", "só para fazer 30min não vale a pena ir de propósito".
Comecei a ir todos os dias, nem que fosse fazer 1 aula. Sempre achei as aulas de grupo mais motivantes.
Spinning, Body Combat, Localizada foram as minhas estreias.
Não me mexia nos primeiros 2 meses! Chegava a casa e "caput" na cama.
Flexões? Nem 1 conseguia fazer quando entrei no ginásio.
Abdominais? Fazia 2... e o 2º já era em esforço.
Como o meu corpo não estava habituado a exercício, perdi rapidamente peso e principalmente volume (massa gorda).
Depois fui-me habituando, e o corpo também foi estagnando pois faltava algo de muito importante, por trás disto, o acompanhamento de uma alimentação saudavel!
Comecei a interessar-me bastante pelo tema, sempre a fazer pesquisas, mas sozinha não ia conseguir.
Foi nessa altura que procurei uma Nutricionista que me deu uma grande ajuda.
Ajudou-me a perceber o que estava a fazer de errado, como o nosso corpo funciona, em que alturas do dia precisa deste tipo de alimento ou daquele.
Ajudou-me principalmente a arranjar soluções saudavéis, para substituir as minhas menos saudaveis.
Soluções boas, saborosas e muito apelativas.
Desde dia 19 de Maio de 2011 até Fevereiro de 2012 já tinha perdido 11kg e principalmente baixado de 43% de MassaGorda para 35%. (o "normal" para uma mulher que anda entre os 21% e 32%).
As coisas começavam a endireitar-se!
sábado, 11 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
5 - Tomada de consciência
É verdade... 95kg em Fevereiro de 2011.
Entrei em desespero. Não queria acreditar que estava a voltar tudo para trás.
E agora?? Não posso fazer outra operação. O que é que eu faço?
Não vou conseguir parar este processo. Não sei como parar.
Fevereiro, Março e Abril andei desesperada.
Uma luta interna entre aquilo que eu sabia que estava a acontecer e a confrontação de que eu não sabia o que fazer para resolver.
Em Maio decidi entrar num ginásio, por iniciativa própria.
Sabia que desse por onde desse, eu tinha de parar este aumento de peso.
Foi A decisão da minha vida.
E sim "A" com letra grande!
Entrei em desespero. Não queria acreditar que estava a voltar tudo para trás.
E agora?? Não posso fazer outra operação. O que é que eu faço?
Não vou conseguir parar este processo. Não sei como parar.
Fevereiro, Março e Abril andei desesperada.
Uma luta interna entre aquilo que eu sabia que estava a acontecer e a confrontação de que eu não sabia o que fazer para resolver.
Em Maio decidi entrar num ginásio, por iniciativa própria.
Sabia que desse por onde desse, eu tinha de parar este aumento de peso.
Foi A decisão da minha vida.
E sim "A" com letra grande!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
4 - O retrocesso
Claro que a falta de informação e com a falta daqueles 3 elementos tão importantes, falados no post anterior as coisas começaram a correr mal.
Fui-me deixado estar à "vontade".
Se não tenho quase estômago nenhum, é indiferente o que como, nunca vou voltar a engordar.
Em 1 ano subi logo para os 80kg.
E aí fiquei.. tinha a "sorte" de comer pouco e gastar alguma energia no dia a dia, o que não me deixava engordar mais, mas essa era a unica razão. Apenas não ganhava mais peso, porque não conseguia ingerir mais do que estava a ingerir.
Na passagem de ano de 2009/2010, decidi deixar de fumar.
Foi uma decisão quase repentina e impulsiva, como muitas que tomei na vida, mas deixei!
Faz agora 3,5 anos.
Fantástico.... mas engordei 15kg em 1 ano.
95kg estava eu a pesar em Fevereiro de 2011.
Entrei em pânico.
Fui-me deixado estar à "vontade".
Se não tenho quase estômago nenhum, é indiferente o que como, nunca vou voltar a engordar.
Em 1 ano subi logo para os 80kg.
E aí fiquei.. tinha a "sorte" de comer pouco e gastar alguma energia no dia a dia, o que não me deixava engordar mais, mas essa era a unica razão. Apenas não ganhava mais peso, porque não conseguia ingerir mais do que estava a ingerir.
Na passagem de ano de 2009/2010, decidi deixar de fumar.
Foi uma decisão quase repentina e impulsiva, como muitas que tomei na vida, mas deixei!
Faz agora 3,5 anos.
Fantástico.... mas engordei 15kg em 1 ano.
95kg estava eu a pesar em Fevereiro de 2011.
Entrei em pânico.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
3 - A evolução do peso
No primeiro e segundo ano devo ter perdido de repente 40kg.
Óbvio... não conseguia comer!!
Depois com o passar de mais 2 anos perdi mais 25kg, estagnando nos 75kg.
Um peso razoável para quem tem a minha altura (1,70), mas um peso falso.
Quando fiz a operação, disseram-me que deveria ser acompanhado por um psicólogo (devido as mudanças bruscas que o meu corpo iria sofrer) e também deveria acompanhar com ida regular ao ginásio.
Não cumpri nenhum deles, e posso afirmar que é das decisões tomadas que mais me arrependo até hoje.
Não me obrigaram a ir? Não me forçaram? Não quer ir não vá, você tem 18 anos, sabe o que deve fazer da sua vida..."
Sei??? Será que sei mesmo?
Nós somos uns miúdos com 18 anos, não temos maturidade suficiente para tomar decisões que vão afectar todo o nosso futuro. Somos vistos como adultos, mas no fundo somos umas crianças.
A falta destes 2 acompanhamentos teve consequências grandes:
- Falta de psicólogo: Um desnorteamento total de quem somos, o que somos, o que estamos aqui a fazer. Como agir com este novo ser, que sou eu.
- Falta de ginásio: Flacidez extrema e muitas operações plásticas. Das operações em principio ninguém está livre, principalmente quem perde 65kg. Mas tantas que podiam ter sido evitadas, ou até que podiam ter sido muito menos agressivas... O corpo, tal como a minha cabeça, deveria ter-se ido habituando a sua nova forma e as suas novas necessidades.
Falta de Nutricionista especializado nesta área: Ninguém me aconselhou, mas posso afirmar que é o 3º elemento essencial a quem toma uma decisão de fazer algo deste género.
Fiquei com carências enormes de certos nutrientes, e pior, perdi peso sem ter de alterar a minha alimentação.
Sem aprender a alimentar-me de uma forma saudável e equilibrada.
Mas andava feliz! Estava com um físico normal. Entrava nas lojas e tudo me servia, era olhada de uma maneira diferente pelas outras pessoas, era tratada de maneira diferente pelos desconhecidos.
Tudo coisas boas.
Óbvio... não conseguia comer!!
Depois com o passar de mais 2 anos perdi mais 25kg, estagnando nos 75kg.
Um peso razoável para quem tem a minha altura (1,70), mas um peso falso.
Quando fiz a operação, disseram-me que deveria ser acompanhado por um psicólogo (devido as mudanças bruscas que o meu corpo iria sofrer) e também deveria acompanhar com ida regular ao ginásio.
Não cumpri nenhum deles, e posso afirmar que é das decisões tomadas que mais me arrependo até hoje.
Não me obrigaram a ir? Não me forçaram? Não quer ir não vá, você tem 18 anos, sabe o que deve fazer da sua vida..."
Sei??? Será que sei mesmo?
Nós somos uns miúdos com 18 anos, não temos maturidade suficiente para tomar decisões que vão afectar todo o nosso futuro. Somos vistos como adultos, mas no fundo somos umas crianças.
A falta destes 2 acompanhamentos teve consequências grandes:
- Falta de psicólogo: Um desnorteamento total de quem somos, o que somos, o que estamos aqui a fazer. Como agir com este novo ser, que sou eu.
- Falta de ginásio: Flacidez extrema e muitas operações plásticas. Das operações em principio ninguém está livre, principalmente quem perde 65kg. Mas tantas que podiam ter sido evitadas, ou até que podiam ter sido muito menos agressivas... O corpo, tal como a minha cabeça, deveria ter-se ido habituando a sua nova forma e as suas novas necessidades.
Falta de Nutricionista especializado nesta área: Ninguém me aconselhou, mas posso afirmar que é o 3º elemento essencial a quem toma uma decisão de fazer algo deste género.
Fiquei com carências enormes de certos nutrientes, e pior, perdi peso sem ter de alterar a minha alimentação.
Sem aprender a alimentar-me de uma forma saudável e equilibrada.
Mas andava feliz! Estava com um físico normal. Entrava nas lojas e tudo me servia, era olhada de uma maneira diferente pelas outras pessoas, era tratada de maneira diferente pelos desconhecidos.
Tudo coisas boas.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
2 - A operação
Devo ter ido a todos os nutricionistas que existem em Lisboa e arredores.
Experimentamos de tudo.
Prometiam-me mundos e fundos se eu conseguisse perder peso... nem que fosse apenas 10kg.
Mas para quê? Primeiro, mal entrava na consulta todos diziam o mesmo:
"Sofia, só queremos que você perca algum peso. Não estamos a dizer para você perder muito, a sua constituição física também não o permite." Então se não o permite para que é que eu iria fazer qualquer tipo de esforço? Ainda tentava durante uns tempos e perdia 5/10 kg, mas nem se notava. Por mais que eu me esforçasse, o resultado nunca iria ser grande coisa pois parte dos resultados eu supostamente não poderia controlar, pois faziam parte da minha constituição física genética!
Cheguei aos 17 anos com 140kg.
Nessa altura apresentaram-me uma solução, fazer uma operação ao estômago.
Quase que não se faziam operações dessas cá em Portugal.
Fui a uma consulta em Coimbra, onde me explicaram o procedimento, mas que só poderia fazer a operação a partir dos 18 anos.
Era uma solução prática, rápida e eficiente. E uma luz ao fundo do túnel... com resultados óbvios!
Quando fiz 18 anos, fui fazer a operação.
Foi uma operação grande, de muitas horas. Na altura ainda se fazia com cicatriz de barriga aberta com cerca de 25cm ao alto (e não por laparoscopia como hoje em dia). Fiz um by-pass gástrico (basicamente, cortaram-me o estômago) e além disso pus uma banda a volta do pouco estômago que la ficou e um anel na entrada do estômago para regular o que vai entrando.
Experimentamos de tudo.
Prometiam-me mundos e fundos se eu conseguisse perder peso... nem que fosse apenas 10kg.
Mas para quê? Primeiro, mal entrava na consulta todos diziam o mesmo:
"Sofia, só queremos que você perca algum peso. Não estamos a dizer para você perder muito, a sua constituição física também não o permite." Então se não o permite para que é que eu iria fazer qualquer tipo de esforço? Ainda tentava durante uns tempos e perdia 5/10 kg, mas nem se notava. Por mais que eu me esforçasse, o resultado nunca iria ser grande coisa pois parte dos resultados eu supostamente não poderia controlar, pois faziam parte da minha constituição física genética!
Cheguei aos 17 anos com 140kg.
Nessa altura apresentaram-me uma solução, fazer uma operação ao estômago.
Quase que não se faziam operações dessas cá em Portugal.
Fui a uma consulta em Coimbra, onde me explicaram o procedimento, mas que só poderia fazer a operação a partir dos 18 anos.
Era uma solução prática, rápida e eficiente. E uma luz ao fundo do túnel... com resultados óbvios!
Quando fiz 18 anos, fui fazer a operação.
Foi uma operação grande, de muitas horas. Na altura ainda se fazia com cicatriz de barriga aberta com cerca de 25cm ao alto (e não por laparoscopia como hoje em dia). Fiz um by-pass gástrico (basicamente, cortaram-me o estômago) e além disso pus uma banda a volta do pouco estômago que la ficou e um anel na entrada do estômago para regular o que vai entrando.
quinta-feira, 2 de maio de 2013
1 - Como tudo começou
Toda a vida fui uma pessoa "grande"... Nasci com 4,200 kg, sempre fui mais alta e mais "redondinha" que todas as minhas amigas, sempre calcei mais do que todas elas etc etc.
Cada vez que reflectia sobre esse assunto, todos a minha volta diziam: "é a genética" "toda a a tua família é assim" e outros comentários do género.
Com o passar do tempo, deixamo-nos de preocupar pois a "genética" é que é a culpada!!
O facto de o meu pai ser alto e com uma boa composição corporal, ou as minhas tias todas terem 1,70/1,80 de altura e bom porte físico, passou a ser a desculpa para tudo.
Não vale a pena fazer dieta, porque nunca vou perder peso... é a genética!!
Não vale a pena fazer exercício porque não vai fazer diferença nenhuma no meu corpo, é a genética!!
And so on, and so on...
E a medida que vamos crescendo, vamos ganhando mais peso, num lema de "se não podes vencer a batalha, junta-te a ela".
Cada vez que reflectia sobre esse assunto, todos a minha volta diziam: "é a genética" "toda a a tua família é assim" e outros comentários do género.
Com o passar do tempo, deixamo-nos de preocupar pois a "genética" é que é a culpada!!
O facto de o meu pai ser alto e com uma boa composição corporal, ou as minhas tias todas terem 1,70/1,80 de altura e bom porte físico, passou a ser a desculpa para tudo.
Não vale a pena fazer dieta, porque nunca vou perder peso... é a genética!!
Não vale a pena fazer exercício porque não vai fazer diferença nenhuma no meu corpo, é a genética!!
And so on, and so on...
E a medida que vamos crescendo, vamos ganhando mais peso, num lema de "se não podes vencer a batalha, junta-te a ela".
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