terça-feira, 11 de junho de 2013

Diferença entre: Lípidos, Glícidos, Proteínas e Calorias


Muitas pessoas questionam-se sobre a leitura dos rótulos dos alimentos, e qual a diferença entre estes 4 elementos, muitas vezes encontrados.

Aqui faço um pequeno resumo:

Lípidos: 
Constituem a principal forma de armazenamento de energia no corpo e nos alimentos.
São parte de todas as células e transportam algumas vitaminas no sangue.
Quando ingeridos em excesso aumentam o risco de doenças cardiovasculares, derrames, cancro, e podem levar à obesidade e diabetes.
Podem ser de origem animal (manteiga, carnes, leite, etc.) ou de origem vegetal (azeite, milho, canola, etc.).
As de origem vegetal são bem mais saudáveis pois é uma gordura insaturada.
A carência de Lípidos pode causar dificuldade na absorção e metabolismo de certas vitaminas (A, D, E e K)
O seu consumo deve estar limitado a 25% do consumo total diário calórico.

Hidratos de Carbono ou Glícidos:
Fornecem a maior parte da energia necessária para o corpo humano funcionar, tais como andar, pensar, executar trabalhos, etc. Fonte de nutrição para as células do sistema nervoso central.
Dietas muito baixas em Hidratos fazem com que o organismo passe a usar as proteínas para produzir energia, o que leva a uma forte diminuição da massa muscular.
Devemos ingerir a quantidade certa de Hidratos eficazes, por meio de alimentos ricos em amido associados a fibra, e na sua forma mais pura (como Fruta , Legumes e cereais integrais).
Compõem uma fonte de calorias derivadas de amidos e açucares que abastecem os nossos músculos e cérebro.
Os principais Hidratos são: Fruta, Legumes, Pães e Grãos.
Deve estar limitado a cerca de 60% do consumo total diário calórico.

Proteína:
São formadas por aminoácidos, essenciais para reparar músculo, hemácias, cabelo e outros tecidos.
Formam anticorpos e estão envolvidas nas defesas do organismo e contribuem para o seu equilíbrio. São muitas vezes comparadas aos tijolos de uma casa, pois têm uma função bastante estrutural.
As proteínas são fonte de calorias, e podem ser usadas para obtenção de energia se houver insuficiência de hidratos.
As principais fontes são: Peixe, Carne, Ovos, Queijos, etc. Tb existem fontes de proteínas vegetal, para quem não consome produtos animais.
Cerca de 15% das calorias consumidas por dia deve vir das proteínas.



Cada grama de lípidos fornece cerca de 9kcal.
Deve-se limitar a 25% do total de calorias ingeridas. Cerca de 500kcal*.

Cada grama de Carbohidratos (Glicido) fornece cerca de 4kcal.
Deve-se limitar a 60% do total de calorias ingeridas. Cerca de 1200kcal*.

Cada grama de Proteina fornece cerca de 4kcal.
Deve-se limitar a 15% do total de calorias ingeridas. Cerca de 300kcal*.

(*para um consumo diário de cerca de 2000kcal/dia. No caso de Homens deve-se basear num consumo diário um pouco mais alto)

domingo, 9 de junho de 2013

Desistir ou Resistir


Este título e este artigo que vou partilhar foi um dos que mais me tocou nos últimos tempos.
Foi o que me levou a tomar uma nova decisão, um novo rumo, uma nova maneira de ver algumas coisas.

Este artigo foi retirado de um site www.inesperado.org , que aconselho vivamente.
Tem artigos espectaculares, sobre assuntos fantásticos que nos tocam todos os dias.
Fazem-nos reflectir, e ver o mesmo assunto de 2 lados diferentes, e foi o que aconteceu com este:

http://inesperado.org/2013/05/21/desistirouresistir/

Quando comecei a ler, identifiquei-me logo, pois eu costumava ser dessas pessoas que ia arranjando desculpas para tudo.
Desculpas credíveis, pensava eu!
Mas não mais que isso, desculpas.


E onde é que isso nos leva?

Leva-nos a que fique um rastro por onde vamos andando, leva-nos a que, por quebrar tantas vzs as promessas, já nem acreditamos na nossa própria palavra.
Não conscientemente, mas inconscientemente começamos a pensar que secalhar não temos capacidade de levar alguma coisa até ao fim.
Podem ser coisas que apenas nós temos conhecimento que não estamos a levar até ao fim, compromissos que fizemos internamente. Mas quem mais importante para fazer um compromisso, do que connosco mesmo?


Cada vez que dizemos "ah, a minha vida agora está muito complicada para mais essa obrigação, vou deixar isso para quando estiver tudo mais calmo", "agora não tenho tempo para estar a ir ao ginásio 3 vzs por semana, já tenho muitos problemas para resolver" ou até algo como "afinal vou só arrumar a despensa na próxima semana porque hoje já não me apetece" e o resultado? Temos de ficar a olhar para a "despensa" toda desarrumada mais uma semana. Como viram coloquei "despensa" entre "" porque é apenas simbólico!
São formas que arranjamos para justificar a nossa desistência de esse objectivo, que tínhamos feito internamente.
E ao olharmos para as nossas desistências, para o peso que afinal não foi perdido, para a caminhada que afinal não foi feita,  para as coisas que continuam desarrumadas na nossa vida, sentimo-nos frustrados connosco mesmos.
E sabem qual o maior problema disso? É que é um vicio... Arranjamos outro foco, e desistimos novamente, e depois outro e outro etc. E além disso, o mais grave, deixamos de acreditar em nós.

Quando as coisas parecem impossíveis, ou quando nada parece estar a resultar, normalmente estamos a 1mm de fazer com que a coisa aconteça.
Ou como o autor do texto original escreve
"A água ferve aos 100º. Aos 99º não se passa nada. Basta mais 1º grau"

Nesse mesmo artigo, se forem à página, conseguem ler um comentário de uma rapariga chamada Mariana, do qual transcrevo o essencial, e que levou à redacção de um 2º artigo por parte do inesperado.org!

Mariana: "E quão inteligente pode ser saltar fora quando está mesmo na hora? E não deixar prolongar as coisas demasiado, esticando a corda até aquele ponto em que é quase inevitavél que não se quebre?"

Ela fala também daquele famoso dizer "Learn to say NO to the GOOD so you can say YES to the BEST".


Dái surgiu então este novo Desistir ou Resistir parte II

http://inesperado.org/2013/05/28/desistir-ou-resistir-parte-ii/

Neste segundo artigo o autor fala da importância de todos nós sabermos quando devemos parar.
Quando sabemos que ja demos tudo por tudo.
Em que momento temos o dever de desistir? - como diz um dos comentários ao texto.

Para mim, não se trata de desistir daquele objectivo; Trata-se apenas de desistir daquele caminho, e optar por outro que nos leve ao mesmo final. Ao mesmo objectivo.






Leiam os 2 artigos com atenção, pois são mesmo interessantes.


domingo, 2 de junho de 2013

FINAL - Agora que está tudo explicado, let's GO!

E pronto... Após a publicação destes 10 posts anteriores, que explicam todo o processo que eu passei, o que me trouxe até aqui, a razão pela qual decidi mudar e quando decidir mudar, começo agora a fazer publicações de assuntos um pouco mais alargados.

Assuntos que me chamam a atenção no dia a dia.
Dicas que eu uso e sigo.
Receitas saudáveis que fui aprendendo ao longo destes tempos.
Soluções fáceis para nos defendermos de más escolhas alimentares.
Dicas de exercícios e treinos com excelentes resultados.
Artigos que li, e que de alguma forma me suscitaram interesse e me fizeram querer partilhar.

Basicamente coisas interessantes para mim, e penso que também para quem está em busca de uma vida melhor e mais saudável!









quarta-feira, 15 de maio de 2013

10 - a importância da partilha

Surgem muitas dúvidas no dia a dia, e convém ter alguém com quem partilhá-las.

Às vezes achamos que não vamos conseguir.

Achamos que o treino correu tão mal que só pode significar que não é para nós, que mais valia desistir disso.

Os resultados não foram o que estávamos à espera.

Tudo isso é normal e temos de saber lidar com essa frustração, pois faz parte do processo!! Isto tem sido das lições mais difíceis de aprender para mim. Não consigo ainda lidar com isso muito bem.
A parte pior para aceitar, no meu caso, é quando os resultados não são na balança o que eu estava a espera. (em termos de composição corporal Massa Gorda VS Massa Magra).
Como é que, depois de tantas semanas a dar no duro, a esforçar-me bastante, a fazer tudo como é suposto, chegamos ao dia e sai tudo ao contrário..
Bem, tudo ao contrario não! Mas não sai tão bem como estávamos a espera!
como só aumentei aquilo de músculo?? Porque é que perdi tão pouco de massa gorda?
O nosso corpo por vzs tb tem vontade própria, e não é uma máquina certinha.
Tem dias melhores e tem dias melhores. E temos de aceitar esse facto!




Mas, de repente basta aquela palavra, aquele comentário na hora certa que nos enchem de energia e nos dão uma força extra. Alguém que nos relembra porque tudo começou, e que não podemos desistir agora!

Temos de nos rodear de pessoas que, assim como nós, se esforçam todos os dias para tentar chegar a algo mais. Pessoas que não tentam alcançar algo não compreendem quem tenta, e portanto, não ajudam.





terça-feira, 14 de maio de 2013

9 - mais mais mais

Fiquei "viciada". Comecei a perceber o bem que faz a uma pessoa. Comecei a perceber o saudável que o meu corpo se estava a sentir. Mesmo quando o dia corria mal, e nem me apetecia por os pés no ginásio, eu ía. E saía de lá tãaoooo relaxada! nem me lembrava dos problemas.

Comecei a ver o corpo a perder cada vz mais volume, os músculos a aparecer!
E tudo, por causa do meu esforço e do meu trabalho, nesse caso nada me foi oferecido, foi tudo conseguido por mim! Tão orgulhosa de mim mesma!! ;)
(digam lá se não sentem orgulho de olhar para o braço e ver o biceps a começar a aparecer?)

Em Janeiro de 2013 decidi que queria ainda mais, queria ser mais forte e ainda mais saudável.
Comecei a pesquisar bastante sobre nutrição, nutrição desportiva.
O que devemos fazer no pré e pós - treino.
A importância de descansar pelo menos 1 vz /semana.
A importância de uma boa noite de sono para a recuperação muscular.
Li também muito sobre a melhora da aptidão neuro-muscular.
Os alimentos mais importantes de uma dieta, para ajudar a perder peso e aumentar massa muscular. Pesquisei bastante sobre dietas ácidas/alcalinas, e sobre as repercussões que comer e beber muitas coisas acidas (com um baixo pH) têm na nossa vida e no nosso corpo.

Lia lia lia, aprendia, mas não sabia por em prática muito bem! Então decidi arranjar um PT!
E que excelente decisão que eu tomei!
Primeiro, porque sou muuuito curiosa, e estava constantemente durante os treinos a perguntar "porquê isto?", "porquê este peso na barra?", "porquê aquilo?" Tive sorte com o PT, pois ele percebia que todas aquelas questões não eram por duvidar do método dele ou dos resultados que íamos obter, eram apenas curiosidades, um gosto especial em saber e em aprender mais sobre esta área!
Segundo, porque sem ele, acho que já tinha tido alturas em que teria desistido.

Não é fácil decidir mudar, mas MESMO vale a pena.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

8 - quero mais!

Com esta nova descoberta e a resolução de querer ser mais e melhor, comecei a ser mais exigente.
Continuei no ginásio onde estava no momento, mas de repente tudo me começou a saber a pouco.
Esta frase não deve ser mal interpretada. Esse ginásio foi essencial na fase em que lá entrei, mas já começava a querer mais!
Comecei por me inscrever na Natação, pois é um desporto muito completo e sempre era algo mais que eu estava a fazer. Tinha aulas 2 vzs/semana às 7:30h!



Mesmo assim não chegava, não era o que eu queria! Eu tinha uma ideia muito definida daquilo que eu pretendia.

Procurei outras opções, vi preços, investiguei ginásios e acabei por optar pelo VirginActive no Palacio Sotto Mayor. E lá estou até hoje!

Adooooro o ginásio, as instalações, as pessoas que la trabalham, os instrutores, a diversidade de aulas, a quantidade de máquinas. Tudo de bom!!
Entrei no final de Outubro, e eram tantas as aulas que eu queria ir, que comecei a fazer 2 ou 3 por dia.
Chegava a casa de rastos!

Por coincidência uma pessoa que eu conhecia de vista, estava a inscrever-se passado muito pouco tempo da minha inscrição, e eu encontrei-a no hall.
Conversámos, e combinámos ir juntas no dia seguinte. Pode-se dizer que se tornou uma grande amiga!
Fazíamos as aulas todas juntas, falávamos todos os dias para confirmar que a outra ia, uma obrigava a outra! Uma dupla imbatível. Ninguém podia desistir!


domingo, 12 de maio de 2013

7 - Uma segunda tomada de consciência.

Custou-me imenso esse primeiro ano de ginásio e adaptação alimentar.
Tive vários "andar para trás" ao longo deste tempo. Tanto no peso como na vontade de continuar no ginásio. O do ginásio era fácil de dar a volta.. chegou a haver um momento em que ia sempre à aula das 7h da manhã, assim nem tinha tempo para pensar em desculpas. Fui arranjando alternativas para me defender de mim própria!
Em relação à comida era um problema mais difícil de resolver! De vez em quando, principalmente quando estava chateada com alguma coisa ou algo corria mal, ficava cheia de fome. Claro, estava a tapar os meus problemas com a satisfação imediata de "junk food". Durante a semana corria tudo bem, chegava ao fim de semana e estragava tudo. Daí também os resultados serem lentos!










Percebi nessa altura que o problema era meu, estava dentro de mim. Tinha, antes de continuar, que perceber o que se passava e se havia algo a fazer em relação a isso.
Decidi nessa altura ir para um psicólogo, onde já tinha tido umas consultas no passado, em quem eu sempre confiei bastante.

Comecei em Março de 2012 com sessões semanais, para ele perceber um pouco de todas as áreas da minha vida.
Foi uma decisão que me custou muito, a nível financeiro, mas aguentei-me!
Ainda hoje lá vou, mas neste momento já estou a ir apenas de 3 em 3 semanas, e às vezes 1 vz/mês.
Depende de como estão a "rolar" as conversas.

O ajuda do psicólogo foi essencial na minha mudança.

Ele perguntou-me o que era a minha vida, o que é que eu queria para a minha vida.
E daí, surgiram tantos temas, tantas conversas, tantas "discussões" saudáveis.
Tanta coisa que eu aprendi sobre mim, sobre a minha maneira de ser e de ver as coisas. Sobre a minha serenidade. Sobre a razão pela qual devemos lutar e querer melhor.
Sobre a valorização própria. Respeito próprio.

Em Junho desse ano, fiz 30 anos. Daí eu estar sempre a dizer (para quem me conhece) que com 30 anos decidi mudar a minha vida. Os 30 foram um marco importante. Pode ser apenas um número, mas para mim é muito mais do que isso! Foi o ano em que eu decidi mudar. Eu decidi que se quero ficar cá durante muito tempo, tenho que tratar de mim e do meu corpo da melhor maneira possível.







sábado, 11 de maio de 2013

6 - Inicio da mudança

Quando decidi entrar no ginásio, claro que tinha todas as dúvidas que possam existir.
Vou conseguir? Será que o meu corpo aguenta?
Nunca fiz exercício regularmente. Não tenho resistência. Todas as pessoas vão achar que sou uma naba que nem consigo correr 1 min.
Decidi então que ia começar por uma ginásio pequeno daqueles só para mulheres, com poucas sócias.
Inscrevi-me no WomanFit da Artilharia Um. Tinha uma grande vantagem, era ao lado (literalmente 2 portas ao lado) do meu escritório, portanto não tinha como escapar nem podia arranjar desculpas de: "está muito transito" "já vou chegar atrasada de qualquer maneira", "só para fazer 30min não vale a pena ir de propósito".
Comecei a ir todos os dias, nem que fosse fazer 1 aula. Sempre achei as aulas de grupo mais motivantes.
Spinning, Body Combat, Localizada foram as minhas estreias.
Não me mexia nos primeiros 2 meses! Chegava a casa e "caput" na cama.
Flexões? Nem 1 conseguia fazer quando entrei no ginásio.
Abdominais? Fazia 2... e o 2º já era em esforço.












Como o meu corpo não estava habituado a exercício, perdi rapidamente peso e principalmente volume (massa gorda).
Depois fui-me habituando, e o corpo também foi estagnando pois faltava algo de muito importante, por trás disto, o acompanhamento de uma alimentação saudavel!

Comecei a interessar-me bastante pelo tema, sempre a fazer pesquisas, mas sozinha não ia conseguir.
Foi nessa altura que procurei uma Nutricionista que me deu uma grande ajuda.
Ajudou-me a perceber o que estava a fazer de errado, como o nosso corpo funciona, em que alturas do dia precisa deste tipo de alimento ou daquele.
Ajudou-me principalmente a arranjar soluções saudavéis, para substituir as minhas menos saudaveis.
Soluções boas, saborosas e muito apelativas.

Desde dia 19 de Maio de 2011 até Fevereiro de 2012 já tinha perdido 11kg e principalmente baixado de 43% de MassaGorda para 35%. (o "normal" para uma mulher que anda entre os 21% e 32%).

As coisas começavam a endireitar-se!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

5 - Tomada de consciência

É verdade... 95kg em Fevereiro de 2011.
Entrei em desespero. Não queria acreditar que estava a voltar tudo para trás.
E agora?? Não posso fazer outra operação. O que é que eu faço?
Não vou conseguir parar este processo. Não sei como parar.

Fevereiro, Março e Abril andei desesperada.
Uma luta interna entre aquilo que eu sabia que estava a acontecer e a confrontação de que eu não sabia o que fazer para resolver.

Em Maio decidi entrar num ginásio, por iniciativa própria.
Sabia que desse por onde desse, eu tinha de parar este aumento de peso.


Foi A decisão da minha vida.
E sim "A" com letra grande!


quinta-feira, 9 de maio de 2013

4 - O retrocesso

Claro que a falta de informação e com a falta daqueles 3 elementos tão importantes, falados no post anterior as coisas começaram a correr mal.
Fui-me deixado estar à "vontade".
Se não tenho quase estômago nenhum, é indiferente o que como, nunca vou voltar a engordar.

Em 1 ano subi logo para os 80kg.
E aí fiquei.. tinha a "sorte" de comer pouco e gastar alguma energia no dia a dia, o que não me deixava engordar mais, mas essa era a unica razão. Apenas não ganhava mais peso, porque não conseguia ingerir mais do que estava a ingerir.

Na passagem de ano de 2009/2010, decidi deixar de fumar.
Foi uma decisão quase repentina e impulsiva, como muitas que tomei na vida, mas deixei!
Faz agora 3,5 anos.
Fantástico.... mas engordei 15kg em 1 ano.
95kg estava eu a pesar em Fevereiro de 2011.

Entrei em pânico.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

3 - A evolução do peso

No primeiro e segundo ano devo ter perdido de repente 40kg.
Óbvio... não conseguia comer!!
Depois com o passar de mais 2 anos perdi mais 25kg, estagnando nos 75kg.
Um peso razoável para quem tem a minha altura (1,70), mas um peso falso.

Quando fiz a operação, disseram-me que deveria ser acompanhado por um psicólogo (devido as mudanças bruscas que o meu corpo iria sofrer) e também deveria acompanhar com ida regular ao ginásio.

Não cumpri nenhum deles, e posso afirmar que é das decisões tomadas que mais me arrependo até hoje.
Não me obrigaram a ir? Não me forçaram? Não quer ir não vá, você tem 18 anos, sabe o que deve fazer da sua vida..."
Sei??? Será que sei mesmo?
Nós somos uns miúdos com 18 anos, não temos maturidade suficiente para tomar decisões que vão afectar todo o nosso futuro. Somos vistos como adultos, mas no fundo somos umas crianças.

A falta destes 2 acompanhamentos teve consequências grandes:
- Falta de psicólogo: Um desnorteamento total de quem somos, o que somos, o que estamos aqui a fazer. Como agir com este novo ser, que sou eu.
- Falta de ginásio: Flacidez extrema e muitas operações plásticas. Das operações em principio ninguém está livre, principalmente quem perde 65kg. Mas tantas que podiam ter sido evitadas, ou até que podiam ter sido muito menos agressivas... O corpo, tal como a minha cabeça, deveria ter-se ido habituando a sua nova forma e as suas novas necessidades.

Falta de Nutricionista especializado nesta área: Ninguém me aconselhou, mas posso afirmar que é o 3º elemento essencial a quem toma uma decisão de fazer algo deste género.

Fiquei com carências enormes de certos nutrientes, e pior, perdi peso sem ter de alterar a minha alimentação.
Sem aprender a alimentar-me de uma forma saudável e equilibrada.

Mas andava feliz! Estava com um físico normal. Entrava nas lojas e tudo me servia, era olhada de uma maneira diferente pelas outras pessoas, era tratada de maneira diferente pelos desconhecidos.
Tudo coisas boas.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

2 - A operação

Devo ter ido a todos os nutricionistas que existem em Lisboa e arredores.
Experimentamos de tudo.
Prometiam-me mundos e fundos se eu conseguisse perder peso... nem que fosse apenas 10kg.
Mas para quê? Primeiro, mal entrava na consulta todos diziam o mesmo:
"Sofia, só queremos que você perca algum peso. Não estamos a dizer para você perder muito, a sua constituição física também não o permite." Então se não o permite para que é que eu iria fazer qualquer tipo de esforço? Ainda tentava durante uns tempos e perdia 5/10 kg, mas nem se notava. Por mais que eu me esforçasse, o resultado nunca iria ser grande coisa pois parte dos resultados eu supostamente não poderia controlar, pois faziam parte da minha constituição física genética!

Cheguei aos 17 anos com 140kg.

Nessa altura apresentaram-me uma solução, fazer uma operação ao estômago.
Quase que não se faziam operações dessas cá em Portugal.
Fui a uma consulta em Coimbra, onde me explicaram o procedimento, mas que só poderia fazer a operação a partir dos 18 anos.
Era uma solução prática, rápida e eficiente. E uma luz ao fundo do túnel... com resultados óbvios!

Quando fiz 18 anos, fui fazer a operação.
Foi uma operação grande, de muitas horas. Na altura ainda se fazia com cicatriz de barriga aberta com cerca de 25cm ao alto (e não por laparoscopia como hoje em dia). Fiz um by-pass gástrico (basicamente, cortaram-me o estômago) e além disso pus uma banda a volta do pouco estômago que la ficou e um anel na entrada do estômago para regular o que vai entrando.